Próxima atração

A Dinâmica Dinamarquesa está voltando com tudo neste segundo semestre de 2014. E a partir de agosto até o final do ano, muitos artistas irão se apresentar em algumas cidades brasileiras. O primeiro nome que podemos revelar é o do Phronesis, definido pela a revista inglesa Jazzwise como “Uma das bandas mais excitantes do planeta!”.

O trio de jazz foi formado em 2005 pelo contrabaixista dinamarquês Jasper Høiby, o inglês Ivo Neame no piano e pelo baterista sueco Anton Eger. Com performances carismáticas conquistaram um grande público. O grupo já se apresentou em diversos festivais de Jazz ao redor do mundo, entre eles o North Sea Jazz Festival (Holanda), Brecon Jazz Festival (UK), Montreal Jazz Festival (Canadá) e Jazz Standard NY (Estados Unidos). Agora é a vez do Brasil!

Confira o vídeo abaixo e fiquem atentos aqui no site e no Facebook para saberem as datas e as próximas novidades.

Batman Zavareze conta um pouco mais sobre o Happenings e sua viagem para Dinamarca

Em um texto enviado para o blog Amplificador do jornal oglobo.com, Batman Zavareze, o organizar do evento Happenings, que aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro na Casa França Brasil – Rio de Janeiro, e teve os DJs dinamarqueses do Lulu Rouge no segundo dia, falou um pouco mais de como foi viajar para a Dinamarca a convite do Instituto Cultural da Dinamarca através do projeto Dinâmica Dinamarquesa, especialmente para acompanhar o evento Wundergrund e conhecer o mundo artístico nórdico.

‘’Mas o que vimos nestes oito dias em Copenhagen foi uma combinações de atrações sonoras que permeavam o jazz, o site specific, a música clássica, a musica eletrônica, a sound art e outros experimentos de algo muito novo para os padrões estéticos e melódicos do Brasil. A paisagem mais próxima do polo norte, o povo e o clima de um outono a 10ºC ajudava no deslocamento do meu tempo-espaço e aumentava ainda mais a intensidade da minha experiência.’’ afirma o organizador.

Batman ainda disse que o festival Wundergrund é o amadurecimento e um recorte de algo muito próximo do que eles semearam há quatro anos com o projeto Happening, que tinha como ideia trazer um movimento espontâneo e improvisado da arte e gerar um embaralhamento dos sentidos com suas múltiplas ações coletivas. Na edição desse ano o evento contou com a dupla de DJs dinamarqueses do Lulu Rouge, Nado Leal, Xplau, entre outros.

Leia mais sobre o Happening e a experiência de Batman na Dinamarca aqui :

Entrevista com Marcos Guzman

Prestes a viajar para a Dinamarca, o produtor cultural Marcos Guzman, falou um pouco do que espera encontrar em terras escandinavas.

Conhecido por produzir o evento Green Sunset, que terá no dia 09 de Novembro os dinamarqueses do Lulu Rouge e acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo, Marcos embarca nesse fim de semana para a Dinamarca, onde acompanhará o Festival Wundergrund.

Qual a sua expectativa para o Wundergrund no final desse mês?

A minha expectativa é conhecer este grande festival e seu segmento de sonic art inserida no universo das artes plásticas e performáticas, bem como a relação da sonic art com a música clássica e erudita.

Você já esteve na Dinamarca, o que você espera encontrar de diferente dessa vez?

Aprofundar as relações com artistas, promoteres, produtores de eventos e curadores da cena de música independente da Dinamarca.

E pelo que já viu, o que acha que pode trazer para o Brasil?

Diversos projetos Made in Denmark: Desde opções mais óbvias que já são grandes nomes no cenário internacional como Trentemöller e Kasper Bjorke, mas principalmente outros artistas como Mike Sheridan, Taragana Pyjarama, Thomas Knak, When Saints Goes Machine e Lulu Rouge que se apresenta no MIS na edição de novembro 2013.

Você acha que pode acontecer alguma parceria musical entre dinamarqueses e brasileiros?

Sem dúvida, a parceria poderia se iniciar em um nível mais básico, com a criação de remixes de músicas já lançadas. E partir para em um segundo momento, em colaborações nas composições de novas músicas. Em um terceiro nível, para a co-criação de um álbum inédito, e também indo mais longe, na formação e apresentação de grupos binacionais e também em um contexto audiovisual.

No Green Sunset se apresentam Djs da Europa, você pensa em levar algum DJ brasileiro pro exterior?

Certamente, acredito que a base do intercâmbio cultural para se sedimentar precisa ser estabelecido na via de duplo sentido, após as bem-sucedidas turnês dos DJs dinamarqueses, Tomas Barfod e Peter Visti, que deixaram no público brasileiro ótimas impressões da música eletrônica dinamarquesa, o próximo passo seria a possibilidade de levar DJs brasileiros para se apresentar na Dinamarca, em eventos da mesma envergadura da Green Sunset que acontece no museu MIS, e foi eleito consecutivamente como o melhor evento de SP e do país.

Pela primeira vez no Brasil, o Lulu Rouge vai se apresentar nos dias 8 e 9 em São Paulo e dia 10 no Rio de Janeiro

O Lulu Rouge é formado pelos DJs, Torsten Bo Jacobsen e Thomas Bertelsen (conhecidos como Buda & TOM),e traz pela primeira vez para o Brasil suas combinações de Techno e Dub. O duo que lançou seu álbum de estreia BlessYou, em 2008, e foi  chamado de revelação, tornou-se um dos mais respeitados do Norte da Europa. Suas músicas possuem uma melancolia arenosa do inverno escandinavo, e o som do baixo é tão profundo e intenso, que faz um ‘’estrondo’’ no solo. Ao vivo, o som deles é considerado uma experiência única, com o já famoso baixo pesado ‘inundando’ o espaço e não deixando ninguém parado.

O duo participa de diversos DJ sets e festivais pela Europa como Roskilde, 10 Days Off, Sonar, Copenhagen Distortion, Bread and Butter, Eurosonic, Amsterdam Dance Event e até o Festival de Jazz de Copenhague. Outra parte importante da identidade do Lulu Rouge é o fluxo constante de remixes feitos por eles, que são disponibilizados em blogs como tracealine.com, palmsout.com e fatberris.com. Estas edições são personalizadas e feitas sob medida, uma vez que nunca apresentam quaisquer faixas na forma original, criando uma experiência única cada vez que vão para trás dos decks.

Os Djs tem suas trilhas fazendo parte de mais de 100 compilações, além de serem licenciadas para anunciantes de alto nível, e também para programas de TV no horário nobre como ‘’Eastbound’’ da HBO americana e o inglês ‘’Top Gear’’. A dupla ainda tem participações em alguns remixes de artistas como Trentemøller, Groove Armada, Bomb The Bass e Moby. Além de sucesso com o público, o Lulu Rouge tem vários prêmios na carreira. Buda ganhou o de Melhor DJ de eletrônica em 2013 (Prêmio Dinamarquês de DJ), além de a dupla ter ganho o prêmio de Melhor Remix, no mesmo evento.

Confira abaixo a agenda de shows dessa dupla de DJs:

8.11
Centro Cultural São Paulo
R. Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo.
Hora: 18:00
Entrada Franca
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9.11
Green Sunset – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo.
Hora: 19:00
Valor: Inteira R$ 14,00 / Meia R$ 7,00
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9.11
Clube D-Edge
Alameda Olga, 170 – Barra Funda, São Paulo.
Hora: 01:00
Valor: Com lista até 1h R$40,00/ Após 1h R$50,00/ Sem lista R$70,00
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10.11
Happenings
Visconde de Itaboraí, 78 – Centro, Rio de Janeiro.
Hora: 21:00
Entrada Franca

E hoje tem mais jazz!

Depois de uma noite perfeita, que teve direito até a aparição surpresa de três músicos brasileiros, Nereu, Bolão e Guilherme Kastrup, que proporcionaram os 200 fãs de jazz presentes no Centro Cultural de São Paulo uma bela experiência de intercâmbio cultural, o grupo Ibrahim Electric viajará para a cidade de Santos e  fechará a curta turnê de shows pelo Brasil.

20/7

Ibrahim Electric, 21h, SESC Santos, SP

Av. Conselheiro Nébias, Santos

É hoje o primeiro show do Ibrahim Electric no Brasil!

Depois de quase um mês de espera, a banda dinamarquesa Ibrahim Electric fará o seu grande show esta noite. E o melhor de tudo, será de graça. Esta será a primeira apresentação do grupo no país. Imperdível! Deixe nos comentários quer não vai perder esta oportunidade.

19/9 

Ibrahim Electric, 20h, Centro Cultural de São Paulo, SP

R. Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo

 

Show Cancelado

Aconteceu uma pequena mudança de planos.

Infelizmente houve um imprevisto e o primeiro show do grupo ibrahim Electric foi cancelado. Mas esse não é o motivo para preocupação, pois já teremos um novo show amanhã no Centro Cultural de São Paulo. E o melhor, de graça.

O som sem rótulos do Ibrahim Electric

A banda dinamarquesa Ibrahim Electric é um dos grupos de jazz da Europa mais populares dos últimos anos. O estilo musical combina soul/jazz à moda antiga, Afrobeat, ácido-power-beat dos anos 60 e, claro, a marca registrada do trio: as passagens rápidas, quase-punk, em que os três músicos se fundem em um organismo brincalhão. Abaixo uma entrevista com o baterista Stefan Pasborg, que integra a banda ao lado do guitarrista Niclas Knudsen e do organista Jeppe Tuxen. 

- Por que a Dinamarca tem uma cena de jazz tão rica?

A cena jazzística de Copenhague teve um upgrade durante os anos 60, quando músicos da elite de jazz americano tocaram na famosa casa Jazzhus Montmartre. Foramtemporadas longas e alguns desses músicos até se mudaram para lá, como Dexter Gordon, Ben Webster Thad Jones, Ed Thigpen, Kenny Drew e Stan Getz. Isso explica o alto nível artístico do jazz em nosso país.

- Como vocês definem essa mistura que o Ibrahim Electric apresenta?

Nós amamos os mesmos artistas, um grande amor em comum, um catálogo inteiro de inspiração: The Doors, surf, punk, Fela Kuti, John Coltrane Quartet, Jimi Hendrix Experience…E, não menos importantes, artistas icônicos de jazz dos anos 60 com órgão Hammond no centro: Jimmy Smith, Jimmy McGriff, e Larry Young. Por isso, pode-se chamar a nossa música de Jazz, Rock, Surf, Afro, Blues, Punk…

- Desde quando o grupo existe e o qual a característica mais marcante?

Já temos 10 anos de estrada e o que mais queremos é passar nossa energia musical e interpretativa para as pessoas.

- Quem compõe as músicas da banda?

O guitarrista Niclas contribui com as ideias básicas, mas eu e Jeppe também temos nossas músicas no repertório. A gente faz os arranjos e desenvolve as ideias coletivamente. Não há nenhuma música do Ibrahim Electric que não tenha a marca de nós três. Isso é que faz o tocar neste trio tão divertido: somos de praias musicais bem diferentes, mas temos uma energia em comum, e queremos depois desses anos todos e mais de 500 shows, continuar inspirando e surpreendendo uns aos outros.

- O que vocês conhecem da música brasileira?

Somos todos grandes fãs de Hermeto Pascoal. E temos um grande amor e respeito pela tradição musical de vocês.

- Qual a expectativa de tocar no Brasil?

Esperamos que o público nos receba bem e com alegria. E que possamos ter noites mágicas juntos. Daremos o nosso melhor no palco!

Crédito: Moisés Santana